Lição 5 – O Filho que Redime
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Texto Principal
"No dia seguinte, João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo." (Jo 1.29)
Introdução
Nesta lição, nosso foco é a centralidade de Jesus Cristo como o "Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo". Desde o Antigo Testamento, a imagem do Cordeiro Pascal em Êxodo 12 já anunciava um livramento divino, simbolizando a libertação da escravidão e a proteção pelo sangue. Essa tipologia profética se cumpre gloriosamente em Cristo, cujo sacrifício vicário é a única e suficiente obra para a redenção da humanidade. O sangue de Jesus, derramado na cruz, aniquila o pecado e estabelece uma reconciliação definitiva com Deus.
📌 Resumo da Lição
| Tópico | O que aprenderemos |
|---|---|
| Módulo 1 | Fundamentos bíblicos e teológicos desta doutrina. |
| Módulo 2 | A aplicação prática e o ensino apostólico. |
| Módulo 3 | Resultados na vida da congregação e do crente. |
I – O Cordeiro da Páscoa: um Símbolo da Salvação
1. O contexto do Cordeiro da Páscoa
A primeira vez que a imagem do Cordeiro de Deus aparece de forma clara na Bíblia é em Êxodo 12. É nesse capítulo que Deus institui a Páscoa, e o cordeiro se torna símbolo de livramento. O livro de Êxodo mostra que os israelitas estavam sendo oprimidos como escravos no Egito (Êx 1.12,13). Era um tempo de sofrimento, dor e humilhação. Eles viviam sem liberdade, forçados a trabalhar duro, sem esperança de mudança.
Essa situação de escravidão representa algo muito profundo: a condição do ser humano sem Deus, preso pelo pecado. O apóstolo Paulo explica isso muito bem quando diz: "Por meio de um só homem o pecado entrou no mundo, e pelo pecado, a morte; e assim a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram" (Rm 5.12). Assim como os israelitas eram escravizados no Egito, nós também estávamos presos pelo pecado. Mas foi nesse cenário que Deus apresentou uma saída: o Cordeiro da Páscoa.
2. A instituição da Páscoa
Depois de 400 anos de escravidão no Egito, Deus começou a libertar o povo de Israel. Ele escolheu Moisés para liderar essa missão. A última praga seria a mais difícil: a morte de todos os filhos primogênitos do Egito. Para proteger os israelitas, e estabelecer um memorial por tão grande livramento, Deus instituiu a Páscoa (Êx 12). Ele deu orientações bem específicas: cada família deveria escolher um cordeiro de um ano, sem defeito, matar o animal ao entardecer e passar o sangue dele nas ombreiras das portas (Êx 12.4,5,7,11).
Naquela noite, o Anjo da Morte passou pelo Egito. As casas que tinham o sangue do cordeiro, no local indicado por Deus, foram poupadas. Ninguém morreu ali (Êx 12.12-14,23). Mas nas casas egípcias, onde não havia sangue, os primogênitos morreram (Êx 12.29). Esse livramento marcou a história de Israel.
3. A tipologia do Cordeiro Pascal
Hoje, esse cordeiro é uma tipologia profética de Cristo Jesus. Aqui temos duas imagens vividas e simbólicas: o Cordeiro Pascal como um sacrifício substitutivo no lugar dos primogênitos (Êx 12.27), que simboliza nosso Senhor como Aquele que foi sacrificado por nós (1 Co 5.7); e o sangue nos umbrais das portas, que salvou as famílias israelitas (Êx 12.7,23), simboliza o sangue de Cristo derramado na cruz do Calvário para nos livrar do pecado (Hb 9.22).
Pense! Esse acontecimento no Antigo Testamento aponta de maneira gloriosa para o que o Senhor Jesus faria, de uma vez por todas.
II – Jesus: o Cordeiro de Deus que Tira o Pecado do Mundo
1. O Cordeiro de Deus
Em Êxodo 12, o sacrifício do Cordeiro Pascal não era para tirar o pecado, mas tinha a ver com a luta entre a vida e a morte. Mais tarde, no sistema de sacrifícios do Antigo Testamento, o cordeiro recebe essa conotação de expiação do pecado. Em Isaías 53, de maneira profética, é apresentada a imagem de um Cordeiro que sofre e é levado ao matadouro. Essas imagens são evocadas por João Batista quando ele proclama: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" (Jo 1.29). Essa mensagem evoca nosso Senhor como o Cordeiro do sacrifício perfeito, completo e suficiente para pagar, de uma vez por todas, o pecado de todo o mundo.
2. "Aniquila o pecado"
Na Carta aos Hebreus 9.26, lemos: "Doutra maneira, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo; mas, agora, na consumação dos séculos, uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo." Esse versículo evoca uma verdade fundamental: havia apenas um propósito no ministério de Jesus — aniquilar o pecado. Como visto na segunda lição, o ser humano não sabe o que fazer com o problema do pecado e com toda a sua culpa e vergonha, mas nosso Senhor providenciou o sacrifício perfeito que soluciona o problema do pecado e remove toda a culpa e vergonha do coração do ser humano pecador.
3. O poder do sangue de Jesus
No Antigo Testamento, o sumo sacerdote oferecia, todos os anos, sacrifícios com sangue de animais (Hb 9.25). Mas Jesus fez diferente: Ele entregou a si mesmo e ofereceu o seu próprio sangue por nós quando morreu na cruz (Hb 9.22). O sangue de Jesus tem um significado muito forte para a nossa fé. Na Ceia do Senhor — uma das ordenanças da Igreja —, o cálice representa o sangue de Cristo (Mt 26.27,28; 1 Co 11.25). Foi pelo sangue que fomos libertos. Pelo sangue fomos salvos. Pelo sangue fomos comprados, perdoados e purificados. O sangue de Jesus é precioso e poderoso. Ele é a prova do amor de Deus por nós e garante o perdão dos nossos pecados de forma definitiva (1 Jo 1.7).
III – Redenção e Reconciliação por Meio da Obra Salvífica de Cristo
1. A Redenção
A Palavra de Deus nos mostra a linda imagem da redenção. A obra de Cristo na cruz transforma a vida do pecador. Foi por meio do sangue précioso de Jesus que fomos resgatados e redimidos. Em outras palavras, através do seu Filho, Deus nos libertou do domínio do Diabo e do pecado, e ainda restaurou nosso relacionamento com Ele (1 Pe 1.18,19). A salvação tem a ver com um alto preço pago: o sangue de Jesus. Essa é uma obra extraordinária que muda totalmente a nossa condição.
2. A Reconciliação
A Palavra de Deus também nos mostra que a obra de salvação realizada por Cristo nos reconciliou com Deus. Em outras palavras, em Cristo, Deus estava restaurando o nosso relacionamento com Ele, que havia sido quebrado por causa do pecado (2 Co 5.18,19). A reconciliação é justamente isso: a volta da comunhão entre Deus e o ser humano. Por meio de Jesus, podemos nos aproximar de Deus com confiança: "cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno" (Hb 4.16).
3. Vivendo como redimidos e reconciliados
Por meio da obra de salvação realizada por Jesus na cruz, fomos redimidos e reconciliados com Deus. A Redenção nos libertou do domínio do pecado e do Diabo — éramos escravos, mas agora somos livres (Cl 1.13,14). A Reconciliação restaurou nossa comunhão com o Pai — antes distantes, agora estamos perto (Ef 2.13). Essas duas verdades caminham juntas: fomos comprados por um alto preço e recebidos novamente como filhos. Em Cristo, temos acesso direto ao trono de Deus, sem medo, culpa ou condenação (Hb 4.16).
Ponto Importante! A cruz de Jesus não é apenas um marco histórico, mas a ponte que nos garante acesso direto ao trono da graça.
Conclusão
O sacrifício de Jesus na cruz, ao derramar seu precioso sangue, aniquilou o pecado — algo que os sacrifícios do Antigo Testamento não podiam fazer de forma definitiva. Essa obra transformadora nos resgatou da escravidão do pecado e do domínio do Diabo, restaurando nossa comunhão com o Pai. Assim, como redimidos e reconciliados, somos chamados a viver uma vida de liberdade e intimidade com Deus, sem culpa ou condenação.
Hora da Revisão
- Onde a imagem do Cordeiro de Deus aparece pela primeira vez?
- O que a mensagem de João Batista evoca a respeito de nosso Senhor?
- O que Hebreus 9.26 evoca?
- A salvação tem a ver com um alto preço pago. Qual é esse preço?
- De acordo com o ensino da lição, como devemos viver a cada dia?
Leituras Diárias
| Dia | Referência | Tema |
|---|---|---|
| Segunda | Êx 12.3,5 | Deus orienta a escolha de um cordeiro sem defeito |
| Terça | Êx 12.7 | O sangue do cordeiro como sinal de livramento |
| Quarta | Êx 12.11 | Prontidão para a libertação |
| Quinta | Jo 1.29 | Jesus é o Cordeiro de Deus |
| Sexta | Hb 9.22 | Sem derramamento de sangue não há remissão |
| Sábado | 1 Pe 1.18,19 | Pelo que fomos resgatados |
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